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.: PL da terceirização exige maior discussão

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A convite da Força Sindical MG, o presidente da Fiemg, Olavo Machado, participou de ampla reunião com dirigentes sindicais de todo o Estado, quando expôs a posição do empresariado sobre o polêmico projeto de terceirização que tramita no Congresso Nacional.

Ao recepcioná-lo, o presidente da Força Sindical MG, Luiz Carlos Miranda, lembrou que era a segunda vez que um presidente da Fiemg visitava a Federação dos Trabalhadores dos Metalúrgicos, local da reunião, e fez alusão à primeira visita do então presidente José de Alencar Gomes da Silva, que veio a ser vice-presidente da República. Esta alusão praticamente norteou os discursos, ressaltando uma parceria de um metalúrgico e um empresário que chegaram ao posto máximo do País, quando foram eleitos Lula e José Alencar.

Luiz Carlos ressaltou que este esforço de entendimento se faz cada vez mais necessário, haja vista projetos de amplo interesse como o PL 4330, que tramita no Congresso Nacional com proposta polêmica sobre a maior abrangência de terceirização nas empresas. O movimento sindical reforça sua posição contrária à terceirização de atividades fins nas empresas. Luiz Carlos lembrou que muitas empresas acabaram por implementar projetos de primarização de serviços antes terceirizados, o que demonstra uma maior preocupação com o compromisso mais duradouro dos trabalhadores com os empregadores.

Olavo Machado fez longa exposição em que desenhou os principais problemas enfrentados pelas empresas, a começar pela concorrência de empresas estrangeiras que colocam seus produtos mais baratos no País. Discorreu também  sobre o grande volume de empresas com poucos trabalhadores, estruturas menores e que têm dificuldade de enfrentar a concorrência, aconselhando um processo de fusão para ampliação dos negócios.

Ao ser perguntado por dirigente sindical sobre um excesso de esforço patronal para ampliar a terceirização, num momento que todos vêem a necessidade de uma unidade nacional por uma reforma tributária, o presidente da Fiemg afirmou que os empresários acabam não se preocupando com os impostos. “A sociedade é quem paga os impostos repassados aos preços”. O sintoma tributário é um problema de todos os brasileiros, trabalhadores e empresários e o governo seria o beneficiário com o exagero dos impostos, que dificulta o desenvolvimento de qualquer projeto empresarial.

A respeito da terceirização, afirmou que os empresários, através da Fiemg, investem na formação de mão de obra especializada, em cursos de formação profissional e citou a situação conhecidíssima da carência de pedreiros no mercado de trabalho. Justifica que a terceirização contemplaria estas atividades, sobre as quais o contratante não teria como contratar trabalhadores permanentes para trabalho de caráter temporário. Ressaltou, no entanto, que é de grande importância o diálogo aberto no Congresso Nacional para definir regras para a terceirização que beneficiem a todos.

O presidente da Fiemg ouviu também manifestações das lideranças sindicais frontalmente contrárias ao projeto de terceirização, com diversos exemplos de precarização de condições de trabalho, corte de direitos e salários baixos para trabalhadores terceirizados, convivendo no mesmo ambiente de trabalho onde companheiros são protegidos por acordos coletivos que estabelecem direitos coletivos. 


          

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