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.: Greve na Black & Decker conquista 9% de reajuste salarial

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Depois de três dias de greve e negociação eficiente do Sindicato dos Metalúrgicos de Uberaba e da Federação dos Metalúrgicos de Minas Gerais (FEMETALMINAS), os trabalhadores da Black & Decker conquistaram um reajuste salarial de 9%, estabelecendo num ganho real sobre a inflação acumulada de 6,97%. Além disto, a categoria conseguiu a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 43 horas, sem prejudicar os salários. Os trabalhadores conquistaram também um “bônus por assiduidade” no valor de R$ 70,00. Os três dias de paralisação não serão descontados, prevendo a sua compensação três sábados a serem definidos pelo Sindicato.

 

Greve trabalhadores

A greve foi deflagrada por iniciativa dos trabalhadores ainda durante o processo de negociações entre o Sindicato e a Black & Decker, sem que tivessem tomado as providências exigidas na “Lei de Greve”, o que poderia ter levado a um resultado traumático para a categoria. Apesar da participação de gente estranha ao movimento e que estimulavam uma posição agressiva, os trabalhadores demonstraram toda a sua maturidade, apoiando as negociações do sindicato e ouvindo as ponderações do diretor da FEMETALMINAS, Edgar Nunes, encaminhado pela presidente da Federação, Rosângela Lopes, para orientar o movimento e levar a luta pelo direito de forma organizada e que não viesse a ser penalizada por quaisquer irregularidades.

Rosângela afirmou que a pronta intervenção e apoio da Federação e o Sindicato de Metalúrgicos de Uberaba foi providencial para que estranhos não encaminhasse o movimento pelo caminho da irregularidade e da ameaça de demissão dos companheiros.

Segundo o diretor da FEMETALMINAS, Edgard Nunes, o nível de organização, de responsabilidade e civilidade dos trabalhadores foi algo impressionante e exemplo. “Logo após aprovarem a proposta negociada com participação da FEMETALMINAS e o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Uberaba, Reginaldo Dias, os trabalhadores voltaram imediatamente ao trabalho e não deixaram um único copo descartável jogado no chão, sem nenhum incidente, apesar de debates bastante acalorados em alguns momentos.”

Edgard Nunes ressalta ainda o mútuo respeito dos trabalhadores e da direção da empresa, que chegou inclusive a oferecer refeições aos trabalhadores no refeitório, água gelada no pátio e equipamento de som para os grevistas, além das instalações dos banheiros. O exercício do sagrado direito de lutar por condições melhores de trabalho levou cerca de 800 dos 900 trabalhadores à paralisação, que mostraram consciência e força no movimento, devendo ser respeitados pelos patrões. No início do movimento, a empresa oferecia reajuste salarial de apenas 4%.


          

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