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.: Reação nos reajustes salariais podem indicar o fim do arrocho econômico

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Estudo da Fundação Instituto de Pesquisa e Econômica (Fipe) mostra uma pequena recuperação econômica, demonstrada  pelos reajustes salariais acima da inflação acumulada pelo INPC em maio. Dados preliminares dos 131 acordos e convenções coletivas de maio apontam uma alta em relação ao INPC acumulado de  9,8%.

Pouco mais da metade das negociações salariais ainda registrou perda real (51%), mas o percentual ficou abaixo do pico alcançado em janeiro, quando 67,5% dos ajustes perderam do INPC. Em abril, a metade dos acordos e convenções coletivas conseguiu repor a inflação, repetindo março, mas superando janeiro e fevereiro, quando os resultados ficaram abaixo da inflação. No mês passado, pouco mais da metade das negociações registrou perda real (51%), mas o percentual ficou abaixo do pico alcançado em janeiro, quando 67,5% dos ajustes perderam do INPC.

Em abril, os pisos salariais mostraram pequena reação. No mês passado, o piso médio de todas as negociações ficou em R$ 1 mil ou R$ 120 acima do mínimo, de R$ 880,00. No pior momento do ano, em fevereiro, essa diferença foi de apenas R$ 51,00. Mesmo em recuperação, a diferença entre o piso das negociações e o mínimo se mantém distante dos R$ 339,00 registrados em setembro de 2015. Em maio do ano passado, o piso mediano era R$ 1.030,00, o que, corrigido pela inflação, chegaria próximo  de R$ 1.130.

O boletim mostra também negociações com redução salarial. Das 184 negociações que trataram de ajustes salariais em abril, 21 estabeleceram redução de jornada acompanhada de corte salarial. Destas, no entanto, apenas três utilizaram o Programa de Proteção ao Emprego (PPE), criado pelo governo no ano passado para tentar conter demissões.

Nos últimos 12 meses, até abril, os maiores ajustes salariais reais foram conseguidos pelos setores de confecções e vestuário (0,7%); bancos e serviços financeiros (0,7%); e transporte, armazenagem e comunicação (0,2%). As categorias menos favorecidas no período foram a indústria do vidro e o agronegócio da cana, com reajustes 1,3% abaixo da inflação cada um. E o setor de extração e refino de petróleo, com reajuste 3,9% abaixo do INPC.


          

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