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.: Patrão “canibal” dá dentada em diretor dos metalúrgicos de MOC

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Não há limites para um patrão raivoso.  Em mobilização dos metalúrgicos de Montes Claros no último dia 25, o diretor do Sindicato Marcos Edjalma saiu de lá literalmente “mordido” pelo patrão, dono da empresa Retífica Vitória.

Contrariado com as manifestações dos sindicalistas na porta de sua empresa, o patrão investiu contra o diretor do sindicato, Dario Ramos, tendo sido interceptado pela diretora da entidade Ana Maria. Muito nervoso, o “empresário” resolveu ir para o enfrentamento com palavrões e agressões físicas.  Quando partiu para a agressão de fato, o diretor do sindicato Marcos Edjalma tentou apaziguar os ânimos, segurando-o para evitar o atrito, momento em que levou uma dentada na barriga.

Segundo o presidente do Sindicato Waldir Rodrigues Pereira, após varias reuniões com o setor patronal sem fechar acordo, os dirigentes foram nas portas das empresas para reportar aos trabalhadores a situação das negociações. “Fizemos o nosso papel como representantes da categoria, repassamos para os trabalhadores através da distribuição de nosso informativo a situação da campanha salarial deste ano”.

O sindicalista considerou a atitude do dono da empresa lamentável. “Nossos diretores foram surpreendidos na portaria da empresa com agressões físicas e verbais na tentativa de impedir a mobilização dos trabalhadores”, afirmou o sindicalista.

A diretoria do Sindmetalmoc vai entrar nas justiça para coibir as práticas antissindicais realizadas pela  direção da empresa. “Queremos que esse empresário despreparado seja punido nos rigores da lei pelos danos morais e violência física contra os diretores, que estavam no exercício do seu trabalho”.

Negociações

Os trabalhadores reivindicam 15% de reajuste salarial, redução da jornada de trabalho e 40 horas semanal sem redução de salário. O presidente do Sindicato, apesar de lamentar o ato grotesco do patrão, afirma que não acredita em qualquer orientação do sindicato patronal para atitudes deste tipo, lembrando  que “as negociações estão sendo conduzidas de forma transparente ordeira e tranqüila para podermos alcançar um acordo que atenda os anseios da categoria”.


          

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