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.: Repressão da Polícia Milirar a metalúrgicos na portaria da Stola

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Enquanto aguardamos um posicionamento menos inflexível dos patrões e audiência de conciliação na Superintendência Regional do Trabalho (ex-DRT), às 8h30 da próxima quinta-feira, o direito de manifestar e lutar por um acordo coletivo justo foi severamente reprimido pela Polícia Militar, na tarde de segunda-feira, 4 de novembro, na portaria da Stola do Brasil de Belo Horizonte.

Diretora do Sindicato dos Metalúrgicos de BH/Contagem e vários manifestantes foram agredidos pelos policiais, numa ação grotesca de selvageria, amparados por um contingente de 15 viaturas estacionadas no local  e cerca de 50 PMs. O tratamento brutal de agir contra os trabalhadores, nos tratando como bandidos, muito vaiado por todos os presentes não foi suficiente, no entanto, para impedir a nossa luta e receberam uma tremenda vaia, lembrando que sempre apoiamos os movimentos reivindicatórios dos próprios policiais quando buscavam melhorias nas condições de trabalho e de salários.

Os principais responsáveis pelo conflito, os patrões, assistiam de camarote a praça de guerra que estimularam para barrar a mobilização dos trabalhadores pelo diálogo e uma proposta mais decente e humana para nossa Convenção Coletiva de Trabalho. A Fiemg insiste com um reajuste de 5,9%, muito distante do reivindicado pela categoria, levando-se em contas vários acordos coletivos como dos bancários, petroleiros, correios e mesmo de metalúrgicos que negociam em separado, alcançando índices de 8% a 10%. Os representantes dos patrões não esconderam nas negociações que têm condição de oferecer reajuste melhor, mas condicionam à aceitação pelos trabalhadores da implementação do banco de horas, ou seja, prática de não pagar horas extras e trocá-las por folgas quando lhes convier. O impasse vai sendo convocado pelos patrões, que não respeitam o direito de organização e mobilização dos trabalhadores, instigando repressores contra nosso movimento. Os trabalhadores não aceitam essa chantagem. Em assembleia realizada na sede do Sindicato de BH/Contagem na semana passada, os metalúrgicos rejeitaram por ampla maioria o banco de horas e aprovaram o Estado de Greve. O clima de indignação nas fábricas cresce e já começam a pipocar paralisações e greves em empresas da região metropolitana e interior do Estado.

 

Mediação da SRT

Na próxima quinta-feira , 7 de novembro, está marcada uma reunião de mediação entre as partes na Superintendência Regional do Trabalho (SRT), para tentar superar o impasse.

Mais de 250 mil metalúrgicos em todo o Estado estão há mais de três meses a espera de uma proposta decente que reflita o crescimento das empresas do setor e que valorize os trabalhadores.


          

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