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.: Sindivel defende salários próximos à escravidão

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Além de ganhar sempre com qualquer oscilação do dólar, o representante dos empresários quer ganhar também com a redução de direitos dos trabalhadores. Para isto, Roberto de Souza Pinto, defende uma revisão da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) “para o Brasil ganhar competitividade”.

Em viagem recente à China com outros dez empreendedores, o presidente do Sindivel afirma que  "o governo tem que colocar em pauta as reformulações da legislação trabalhista e adotar uma gestão inovadora". Em sua comparação, informa que o custo da mão-de-obra na China fica “entre 60% e 70% abaixo do apurado no Brasil, sem contar a diferença dos encargos trabalhistas”.

Segundo o Diário do Comércio, “na avaliação do dirigente, as discussões em torno da data-base com a categoria, em outubro, deveriam ter como eixo os encargos trabalhistas”.  Souza Pinto repassa a responsabilidade ao governo, cobrando redução da carga tributária para poderem pagar salários melhores. "Com a redução dos impostos, será possível aumentar os salários. E, assim, elevar o consumo e fazer girar a economia", indica, reconhecendo, no entanto, que “em ano pré-eleitoral dificilmente serão adotadas medidas”.

A opinião do representante patronal é assustadora. Além de informar que os salários brasileiros seriam até 70% maiores, há de se pensar que ele pretenda pagar menos da metade de um salário mínimo a seus trabalhadores, haja vista que remuneram no menor piso salarial  com um valor de R$ 684,8. Cortar isto em 70% e ainda eliminar direitos sociais consignados na CLT equivaleria ao Brasil ressuscitar a escravidão no País.


          

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